um novo rumo?

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Dei um tempo das redes sociais e só agora estou retornando, mas ainda assim de pouco a pouco, pois da mesma forma como não quero apressar aquilo o que não deve ser apressado, também não posso mais me atrasar — como eu bem disse num post que fiz um dia desses.

Enfim. A verdade é que, nesse pouco tempo fora, percebi muitas falhas da minha parte, em especial no que diz respeito ao que tenho feito e ao que realmente quero fazer com a minha vida daqui pra frente.

Ok. Não é como se eu estivesse desesperada.

Eu só tenho 22 anos.

Mas vocês sabem: o mundo está girando cada vez mais rápido. E nossa geração, querendo nós ou não, acaba carregando uma tremenda responsabilidade nas costas — precisamos definir metas, profissão e adquirir bens; precisamos de estabilidade financeira e emocional antes dos 25 ou não seremos classificados como suficientemente produtivos e bem-sucedidos.

Só que aí é que tá. Do jeito que tenho tocado a minha vida, jamais conquistarei esse pacote incrível e brilhante. Nem sequer passarei perto dele, pra falar a verdade, pois por mais organizada e focada que eu seja, só estava seguindo o fluxo das coisas.

Só estava deixando a maré me levar — e esse não é o tipo de atitude que uma pessoa, cujos sonhos são quase palpáveis, deve ter. Realmente preciso agir em prol do meu futuro, estabelecendo prioridades e correndo atrás de realização pessoal, profissional e espiritual.

Nesse meio tempo, caiu a ficha de que todas as minhas aspirações de vida têm implorado para que meu verdadeiro eu assuma a própria essência, entre nos eixos e invista naquilo que de fato goste.

E quando digo investir, quero dizer investir mesmo.

Tempo, dinheiro, criatividade.

Pular de cabeça e mergulhar com o coração.

Desde que me entendo por gente eu acredito que, quando se dedica energia positiva a algo, o retorno é certo. Porém, entre acreditar e botar na prática, parecia sempre haver uma grande ponte nos separando.

E pra hoje, amigos, tudo o que eu quero é atravessar essa ponte e fazer acontecer.

Por isso, talvez as coisas por aqui mudem. Meus perfis de Instagram também. Até mesmo meu Nyah e minha lojinha na Vandal devem dar uma repaginada nas próximas semanas.

Como eu disse, estou fazendo tudo de pouco a pouco. Mudar é um processo.

Mas eu estou aqui. Estou fazendo.

E é isso que importa.

~

Quem é você hoje?
E no futuro… quem você quer ser?

 

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Nyah Vandal

te vejo em breve

O cotidiano de um casal fofo na arte de Myeong Minho - Sweet Magic

Eu o amo.

Meu Deus, como eu o amo. E ele sabe, mesmo que eu não tenha dito. Não preciso dizer. Ele também não precisa, porque sentimos isso, e vai muito além de tudo o que poderíamos imaginar quando nos conhecemos.

O sentimento é mútuo e real. Tão real, que parece uma grande mentira para quem já tinha se acostumado a estar só. No entanto, não mais. Nem eu, nem você. Agora, temos um ao outro, e compartilhamos nossas dores e flores, tornando os dias um pouquinho mais doces e suportáveis do que costumavam ser.

O que me chateia é que estamos distantes.

Longe demais para tocar e sentir o calor da pele. Longe demais para qualquer coisa.

E isso me mata. Mas também me faz querer dar o meu melhor em tudo o que for possível; me faz querer correr atrás de um futuro que não só me inspire, como também que nos mantenha juntos pelo tempo necessário para satisfazer todos os desejos contidos e selados com palavras mansas e cheias de ternura.

Porque você, meu anjo, é diferente.

Diferente dos outros, e semelhante a mim. Falamos a mesma língua, somos água e nos complementamos de um jeito totalmente único e especial — e por isso eu nem faço mais rodeios. Deixo claro, diariamente, que estar com você é o que eu mais quero no momento.

Por isso, por favor, peço que me espere. Só mais um pouco.

As coisas estão funcionando. O grande e poderoso universo está agindo, e eu posso perceber isso a cada passo que dou, porque todos eles parecem, definitivamente e inevitavelmente, me levar até você.

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Nyah Vandal

 

 

há esperança

Upchurch William

O ano está chegando ao fim.

É, pode conferir aí. Ainda não estou ficando doida pra falar besteira. Hoje é mesmo o último dia de agosto, e depois são só mais 4 meses até estarmos em 2020 e recomeçarmos um novo ciclo de promessas que nem sempre serão cumpridas plenamente.

Pra ser honesta, sinto como se tivesse feito tanto até aqui, porém nada me foi realmente relevante. Tipo, emocionalmente relevante. É isto o que quero dizer. Nada do que fiz de fato me comoveu e me fez sentir melhor, mais astuta e capaz. Mais mágica, ou sei lá o quê.

Na real, o que mais fiz em 2019 foi pular de galho em galho, buscando algo que, querendo eu ou não aceitar, sempre esteve dentro de mim. E agora, já com o pezinho em setembro, estou me rendendo à certas tentações que carrego comigo desde que me entendo por gente, na esperança de salvar esse ano quase trágico.

Não vou dar detalhes. Odeio falar demais antes da hora.

Mas é isso. De degrau em degrau, quero dar vida a um sonho que me bote no rumo certo. E que me proporcione a realização de outros inúmeros sonhos. Estou farta de tentar seguir os padrões da vida adulta, muitíssimo cansada de agir em prol da vontade e desejos alheios. Não quero mais me encaixar.

Nada disso me pertence, e eu já me adianto em pedir desculpas, pois terei que me retirar mais cedo ou mais tarde.

Na minha vida, eu sou a protagonista. Não você, nem fulano ou ciclano. Aqui é o meu jogo, e já passa da hora de eu aceitar isso e colocar as cartas na mesa. Passa da hora de assumir o meu posto e entrar nesse grande desafio que ronda minha mente mesmo nas noites mais desesperançosas.

Coisas boas estão por vir? Bom.. desde que eu pare de atrasar a mim mesma, sim.

Acredito que, dessa vez, sim.

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Nyah Vandal

respire

[music – on]

O blog andou parado, meu Insta pessoal estava inativo até sábado passado e até mesmo em @honeylandia eu não andei postando nada além de uns stories bem aleatórios. O fato é que eu, bom… só queria me afastar de tudo um pouco, como vira e mexe sou mestre em fazer.

Acho que esse vai e vem emocional já se tornou algo padrão da minha personalidade. Conviver com minhas inconstâncias aparentemente é o que me cabe no momento, e só me resta conduzir isso da melhor maneira até que eu encontre um equilíbrio e um objetivo maior.

Os dias não têm sido fáceis, mas também não foram os mais difíceis que já vivenciei até aqui. Sem sombra de dúvidas meus anos de 2015~2016 conseguiram a proeza de serem muito mais intensos e negativos do que qualquer outra época da minha vida, então qualquer badzinha que vem acaba se tornando fichinha.

Contudo, e mesmo assim, meu coraçãozinho está inquieto – como você, se leu os últimos posts, já deve ter notado. Sei lá. Desejo alcançar tantas coisas, mas infelizmente há dias em que simplesmente não sinto nada além da minha respiração, e não consigo fazer nada além de seguir o cronograma da vida adulta: comendo, trabalhando, sendo politicamente correta e dormindo o mais cedo que consigo para recomeçar o ciclo na manhã seguinte.

Ah. Não me entenda mal, eu não estou reclamando. Apenas devaneando e contando honestamente o que tenho sentido, embora tudo seja confuso demais até mesmo para colocar em palavras.

Só quero mostrar que nem tudo o que vemos de fato é, sabe como é?

Tenho plena consciência de que sou sempre a pessoa que tem resposta pra tudo e conselho para todos. Além disso, possuo o dom de me manter como um cristal da positividade por onde quer que eu vá. Pratico o otimismo diante qualquer adversidade, e me disponho a ouvir cada ser humaninho. Porém, quando a história muda de lado, as coisas não funcionam tão bem quanto eu gostaria.

É isso que pega. É isso que acaba comigo nesses dias complicados.

Eu não me sinto parte do todo, e cada vez mais minha tão amada solitude se assemelha a uma aterrorizante solidão. E eu me perco em meus próprios discursos, as verdades se tornam dúvida e tudo o que desejo é rebobinar a fita e recomeçar do zero.

Mas não dá. O ponto de partida é o presente, e só cabe a mim fazer a diferença.

Então eu respiro fundo, seco as lágrimas e sigo em frente mais uma vez.

누군가의 한숨 그 무거운 숨을
내가 어떻게 헤아릴 수가 있을까요
당신의 한숨 그 깊일 이해할 순 없겠지만
괜찮아요 내가 안아줄게요
정말 수고했어요

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Nyah Vandal

dinheiro é tudo?

dinheiro é tudo?
Nunca fui uma pessoa irresponsável financeiramente falando. Desde muito nova, meus pais sempre foram bastante claros quanto à nossa situação socioeconômica, explicando sem rodeios como funcionava o mundo – ou, melhor dizendo, o nosso mundo.

Ter um irmão com quem tive que dividir grande parte das coisas também ajudou.

Aprender que nem sempre vamos ganhar o presente mais sensacional, porque a quantia disponível para as compras precisa ser meada, te faz perceber logo cedo a lógica do proletariado brasileiro.

E, bom… assim fui crescendo. Saudável e feliz, mesmo sem nunca ter ganhado a casinha da Barbie, e abusando da minha criatividade para montar lindos cômodos com caixas de papelão e isopor.

Agora, já uma jovem adulta, possuindo um total de 0 Barbies, mas diplomada, com emprego e dinheiro entrando na conta, posso afirmar que nada do que aprendi foi perdido, e que me sinto bastante estável e equilibrada com tudo o que compro.

Jamais gastei mais do que tinha, e nem nunca cogitei extrapolar o meu crédito.

Dívidas? Nenhuma.

Mas mesmo sem precisar, e devido à diversos fatores externos e internos a mim, às vezes ainda me pego priorizando o trabalho & a grana ao invés da minha saúde e bem-estar – e isso é um baita problemão, que apesar de tentar corrigir, vira e mexe falho miseravelmente, me fazendo sentir profundamente frustrada – afinal, e indo na direção oposta da opinião de muita gente por aí, dinheiro não é tudo.

Pode até comprar segurança, porém definitivamente não compra sua paz. Pode até te ajudar a viver momentos felizes, mas se a escuridão tiver tomado conta do seu coração, de nada vai adiantar ir às compras ou frequentar as melhores festas da cidade.

Dinheiro não é problema, é solução – esse é meu mantra diário, e tenho plena consciência de que minha gratidão à cada centavo no bolso é o que me faz viver uma vida tão próspera.

Contudo, passa da hora de todos nós compreendermos que dinheiro não deve estar acima de quem você realmente é, do que sonha e de quem você ama. Não crie pedestais para esses pedaços de papel; não o trate como seu mestre.

Porque ele não é.

Esteja você bem ou não financeiramente, jamais permita que o dinheiro controle a sua vida e suas escolhas, porque uma vez que a ganância, ainda que ingênua, dê as caras, será difícil se desprender das amarras que ela fará em você – e, quando perceber, já terá aberto mão de coisas demais.

Trabalhar é bom, e de fato nos enobrece. Mas trabalhar mais do que realmente precisa, ou no que não te faz bem por pura e total sede de grana te cega, faz perder o rumo e te destrói lentamente.

Falo isso pelo o que já vi e experienciei.

Então… por favor, só aproveitem a jornada.

Apreciem o arco-íris, sintam a grama verde e úmida sob seus pés, e se preocupem menos com o pote de ouro que há do outro lado disso tudo.

Não tenho dúvidas de que valerá muito mais a pena, e de que se sentirá muito mais satisfeito com tudo o que conquistou até aqui – e com tudo o que ainda há de conquistar.

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Nyah | Vandal

a/à vontade

Eu me formei em Jornalismo, mas desde meu segundo período de faculdade estou presa ao mundo publicitário de tal forma, que às vezes penso ser impossível pular do barco agora. Fico remoendo o que vivi até aqui, considerando os prós e contras, e isso só faz com que eu me sinta ainda mais desconexa.

Mas são nessas noites frias e silenciosas de outono, que eu me pego pensando sobre a vida, suas possibilidades e seu leque de aventuras. Reflito sobre escolhas, e tudo o que vem a partir das decisões que decidimos tomar, e chego a conclusões que me fazem enxergar um novo caminho.

Quero dizer, o mundo não é estático – então você também não há de ser.

Eu não nasci para ser apenas o que veem agora.

Trabalhar com redes sociais, fazer anúncios e vender, é massa. Ver que sua campanha teve um retorno te dá uma satisfação sem igual. Promover eventos então: só torna tudo ainda mais glamouroso e excitante.

Porém, isso só comove 10% de quem eu sou.

Os outros 90% estão mais preocupados em levar uma vida tranquila, com um trabalho que me dê mais satisfação do que cobranças e dores de cabeça. Não estar conectada o tempo todo, por exemplo, seria excelente.

Infelizmente, no presente, sinto como se estivesse respirando com ajuda de aparelhos. É como se dependesse da tecnologia para viver, ao mesmo tempo em que só quero pular da maca e ir ver o mundo da maneira como ele realmente é.

Tenho sonhos demais, inúmeras ideias e metas pra se perder de vista.

E é bom ser esse ser humano multifuncional, sempre disposto a aprender algo novo.

Contudo, e cada vez mais, penso que ainda há algo por vir. Algo que preciso fazer para mexer com tudo o que conheço, e me transformar em alguém melhor, em uma versão menos confusa; algo que me faça sentir mais vontade & à vontade com a vida como um todo – coisa que definitivamente não sinto agora.

Desligar a chave ainda não é a decisão mais sábia. Largar tudo só iria me trazer mais dúvidas à respeito do que tenho que fazer daqui pra frente. Então, aceito minha condição atual, e vou dar o meu melhor.

Porém, não esperem constância. Não esperem estabilidade.

Não esperem que eu fique, pois não vou.

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você

[music – on]

Mesmo tentando, e às vezes até me apaixonando, sempre tive pra mim que, o que eu tanto buscava, o que tanto sempre busquei, não estava por perto. Era sempre isso: uma sensação estranha de vazio, e ao mesmo tempo de certeza. Por mais confuso que seja, sempre soube que você existia, mas que não estava aqui.

E que não seria fácil ficarmos juntos.

Mas então aconteceu. Há pouco tempo eu te encontrei. Senti meu corpo se acender só de olhar para a sua foto, estampada na tela daquele aplicativo aparentemente superficial demais. Nada daquilo era sério, nenhuma daquelas pessoas que conheci de fato se tornaram algo além de “coleguinhas virtuais”. Porém, com você… eu soube que havia algo diferente.

Algo especial.

Seus olhos me prenderam. Seu sorriso me encantou. Foram as duas coisas que me chamaram a atenção logo de cara, e eu só conseguia pensar que já te conhecia de algum lugar.

Li sua biografia e achei tão interessante a forma de você se expressar.

Tão amigável e receptivo, que suspeitei – admito.

De início, nossa conversa foi rápida. Você estava ocupado, e eu definitivamente não queria te perturbar. Porém, e quando achei que não teria sua atenção, você apareceu puxando assunto, querendo saber mais sobre mim. Querendo desenvolver todo um diálogo super… saudável.

Os dias se seguiram e as conversas se tornaram mais longas, mais profundas. Passamos a nos conhecer, e hoje sabemos até mesmo a rotina um do outro. A hora de acordar, de trabalhar e de chegar em casa. Avisamos quando estamos saindo com os amigos, e quando retornamos.

Não por cobrança ou obrigação. É natural.

Conversamos até mesmo quando bebemos demais, e isso me traz tanta alegria de viver. Me faz sentir algo que há tempos eu não sabia o que era. Sinto-me acolhida, sinto que existe alguém para me completar nesse mundo cada vez mais gélido.

Eu já não fazia mais planos, mas você chegou e mudou tudo. Não te disse isso, nem sei se pretendo dizer algum dia, mas você renovou toda a minha vontade de tornar a vida útil e prazerosa.

E, se ainda resta alguma dúvida disso, esclareço: é você quem me mantém iluminada nos dias mais escuros e complicados. É você o motivo de eu não desistir dos meus sonhos, projetos e das vontades súbitas.

Sei que jamais vai entender tudo isso que estou escrevendo a não ser que eu traduza. Contudo, eu preciso externar isso de alguma forma, e como escrever é minha válvula de escape, deixo aqui um registro de todo esse sentimento que me invadiu nos últimos dias.

É você, sempre foi você.

Por mais que eu não soubesse seu nome, sempre esteve em meus sonhos mais bonitos e tranquilos. Em cada anotação, em cada carta, era pra você que eu falava. Eu senti tanto a sua falta.

Ainda sinto, pois há essa distância que insiste em nos separar.

Mas sei que estamos mais perto do que ontem – e que muito em breve vamos nos encontrar.

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